segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O estagiário tem a melhor profissão do mundo. Ele ainda só não sabe disso

Um par de décadas atrás, quando conquistei meu primeiro estágio como rádio-escuta em uma grande emissora de rádio paulistana, sabia que enfrentaria um fantasma. Apesar dos meus 23 anos e de algumas experiências em veículos menores, eu suava frio ao pensar no quê poderia significar “estágio”, à época: um campo fértil para o bullying e a chacota, onde pouco se aprende, e muito se rala.
E, claro, tudo isso recebendo em troca alguns poucos caraminguás.
Mas para além das piadas e das pequenas sacanagens da chefia, quem estagiava na imprensa curtia esse de batismo de fogo. Estagiar era conquistar um suado ingresso para um clube para o qual todos gostariam de entrar, porém nem todos conseguiam.
Iniciei no rádio das 18h à meia-noite. Ganhava pouco, trabalhava bastante, e aprendia mais ainda. Eu tinha escolhido amar o Jornalismo e sentia que era recíproco.
Meu estágio não tinha treinamento ou feedback, mentoria ou tapas nas costas. Era suor, boas risadas, algumas lágrimas e plantões – nessa ordem.
Se o estágio não me dava o glamour da profissão, me recompensava com uma ...

Nenhum comentário:

Postar um comentário